A Existência de Deus.



A Bíblia não se preocupa em provar a existência de Deus. O livro de Gênesis começa reconhecendo que Ele é - " No princípio criou Deus..." e Hebreus 11.6 afirma enfaticamente: "..é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe..." As escrituras deixam bem claro que acreditar na existência de Deus constitui a base da experiência humana. Dizer que não existe um Ser Supremo - ou viver como se Ele não existisse - equivale a negar o que todos sabem de maneira intuitiva ( Jo1.9; Rm 1.19). A existência de Deus é algo tão fundamental ao pensamento humano que abandonar tal conceito significa embarcar no encapelado mar da irracionalidade, onde nada tem significado ou propósito.
Embora a Bíblia não apresente argumentos em favor da existência de Deus, há muitas implicações que apoiam plenamente tais argumentos. Argumentos clássicos vem sendo apresentados desde
a era medieval. Apesar de limitados em si mesmos, provêm eles, em seu conjunto, o apoio intelectual suficiente para corroborar a verdade da Bíblia. O primeiro desses argumentos é o ontológico. Defende este que um Ser Perfeito implica numa existência real. A idéia de um Ser Perfeito que não se manifeste genuinamente na realidade, pressupõe que este Ser não seja totalmente perfeito. Por se acreditar que este Ser perfeito realmente exista.

O segundo argumento clássico é o cosmológico. Segue-se de maneira coerente ao ontológico. O universo, como todos o admitimos, não existe por si mesmo. Todos os eventos que presenciamos dependem de alguma causa além deles mesmos. Se você buscar a origem dessas causas primeiras, eventualmente chegará à Primeira Causa: um Ser auto existente que não depende de qualquer outra coisa, além de si, para existir.
O terceiro argumento clássico em prol da existência de Deus é o teleológico, ou argumento do desígnio. O mundo maravilhoso descoberto pela inquirição científica desvenda uma notável e espantosa ordem em toda a natureza. As improbabilidades matemáticas de todas estas maravilhas terem ocorrido por mero acaso, leva-nos a enaltecer aquEle que é o autor de quanto vemos e admiramos. Com o salmista, juntemos nossas vozes: "Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos" (Sl 19.1).

O quarto argumento clássico é o moral. Ele apresenta-se como o senso inato do que é certo e do que é errado. Que ser humano não o possui? A realidade de um grande Legislador é a evidência mais que lógica da vida moral de nossa consciência. Embora os padrões de moralidade variem largamente de cultura para cultura, a consciência dos valores morais permanece intacta.

Similar ao anterior é o quinto argumento. Acha-se ele alicerçado sobre a estética ou beleza. Que todas as pessoas possuam um conceito de valores relativos acerca da beleza (por mais largamente que variem seus padrões), é lgo que aponta na direção de alguém que em si mesmo, é o doador da beleza. Seu amor não conhece limites.

FONTE: Doutrinas Bíblicas - Uma perspectiva Pentecostal ( Wlliam W. Menzies/Stanley M. Horton)