Os Atributos de Deus

Os Atributos de Deus

Além dos atributos que descrevem a natureza interior de Deus, hà também os atributos que realçam os relacionamentos especiais com a criação. 
Tais atributos são chamados comunicáveis, porquanto podem ser encontrados ( ainda que em menor grau) na natureza humana. Eles são divididos em
duas categorias: naturais e morais.

Entre os atributos naturais de Deus, encontra-se a onipotência ( a qualidade que o faz Todo-Poderoso ). Isto significa que Deus pode fazer tudo quanto estiver em conformidade com sua natureza santa e justa. Sua soberania sobre o Universo é incontestável. Isaías 40.15 descreve-lhe a majestade: "Eis que as nações são consideradas por ele como
a gota de um balde e como o pó miúdo das balanças; eis que lança por aí as ilhas como a uma coisa pequeníssima". Todavia, alguém poderia perguntar: "mas se Deus é soberano porque há pecado no mundo?" A resposta jaz no fato de que Deus é soberano sobre si mesmo, e tem o poder de limitar-se. Uma das maiores evidências desta sua qualidade é vista na vinda de Jesus como um bebê deitado na manjedoura, e em sua vida, ministério e morre sobre a cruz (Fp 2.6-8).

Em sua liberdade e onipotência, Deus optou por criar seres (pessoas e anjos) com a integridade da escolha moral. Ele não invade a liberdade de nosso arbítrio. Finalmente devemos reconhecer que Deus, embora nos conceda semelhante liberdade, continua Senhor da história. Ele controla o destino das nações e de todo o Universo. O Apocalipse juntamente com importantes passagens de Daniel (4.34,35; 5.20,21; 7.26,27; 8.19-25) e de Ezequiel (37.24-28; 38.3; 39.1), desvenda claramente o controle que Deus exerce sobre o futuro de tudo quanto criou. Mas, nesse ínterim, Ele tem, por razões que só Ele conhece, concedido lívre arbítrio às criaturas morais.

Deus é onipresente, ou seja, está presente em todos os lugares ao mesmo tempo (Sl 139.7-10). Ele não se acha limitado pelo espaço, mas está presente em todos os lugares. E a todos quantos criou, de maneira maravilhosa e múltipla, dispensa amor e cuidado. Nem mesmo os pardais caem por terra sem que Ele o saiba (Mt 6.25-29). Embora esteja Ele presente em todos os lugares, devemos nos lembrar de que Ele somente habita com aqueles que se humilham, e o admitem no santuário de seus corações (Is 57.15; Ap 3.20).

Deus é onisciente. Ele é dotado de conhecimento e discernimento infinitos, universais e completos. Vê a realidade por uma perspectiva diferente da nossa. Vemos as coisas através de uma corrente de consciência. Para nós, seres mortais e limitados, a vida é um fluxo ao longo da linha do tempo. Olhamos à frente, ao futuro, e logo tudo se faz passado. Para Deus, entretanto, toda a realidade lhe é presente. Todos os acontecimentos, quer passados, quer presente ou futuros, lhe estão mais que patentes (Rm 8.27,28; ICo 3.20 ).

Há os que perguntam, por exemplo, como pode Deus saber quem há de se perder, e mesmo assim, permitir que os tais se percam. O conhecimento prévio de Deus, porém, não predetermina as escolhas individuais, porquanto Ele respeita nosso arbítrio. Em Efésios 1.3-14, temos o esboço da história predeterminada do mundo. Mas esse vislumbre da predestinação do Universo não elimina as "ilhas da liberdade" que Deus nos reservou, pois Ele nos fez indivíduos e livres. Ele permite que as pessoas escolham o próprio destino: Céu ou inferno.

Entre atributos comunicáveis de Deus, há também os morais. A bondade é um deles. Deus é realmente bom. Ele se dispõe a zelar continuamente pelo bem-estar de sua criação. Não se inclina por armar-lhe ciladas. O mal é um inimigo tanto da criação quanto de Deus. A Bíblia encontra-se repleta de descrições sobre a bondade divina. Seus servos lhe atribuem o amor (I Jo 4.8), benignidade e fidelidade (Sl 89.49), graça (At 20.24) e misericórdia (Ef 2.4). O maior ato do amor de Deus foi mostrado no clímax do plano de redenção na cruz do Calvário. Ninguém tem maior amor que este!

Deus é Santo. Este é o cerne da mensagem bíblica sobre o caráter de Deus. "Santo", na Bíblia, significa basicamente "separado", "dedicado". Há dois importantes aspectos na santidade de Deus:
1 - Ele está separado, e acha-se acima de tudo quanto é transitório, permanente, finito, imperfeito, mau, pecaminoso e errado.
2 - Ele também encontra-se separado para dedicar-se inteiramente ao cumprimento do grande plano da redenção, do do Reino Vindouro e do estabelecimento da nova terra e do novo céu. Tal conceito é totalmente necessário à devida adoração do Supremo Ser. A Santidade de Deus evoca Adoração (Is 6.1-5).

Deus também é Justo. Ele sempre agirá com justiça (Dt 32.4; Dn4.37; Ap 15.3). Mais do que isso. Deus é essencialmente justo (Sl 71.19). É de sua natureza ser justo. Ele jamais será incoerente com sua natureza (Is 51. 4-6). Sem essa característica, a ordem moral do Universo não teria qualquer base. Deus é a concretização da verdade em toda a sua pureza e transparência. Eis porque a justiça e a verdade apresentam-se juntas sempre que Deus se ira contra o pecado (Ap 16.1-5). Todavia, Deus anela por redimir o ser humano (II Pe 3.9). Isto é Amor! Foi na cruz de Cristo que a ira e o amor de Deus conjuntamente fluíram para resgata a humanidade (Rm 3.22-25).

FONTE: Doutrinas Bíblicas (Uma Perspectiva Pentecostal) - William W. Menzies / Stanley M. Horton

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